Saímos do SESC e fomos até a Cidade Universitária da USP, onde se encontra o edifício projetado por Artigas para abrigar a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
O prédio é, sem duvida nenhuma, o lugar mais legal da USP. Por fora, um bloco retangular de concreto aparente, como uma imensa caixa cinzenta de concreto e vidro. Por dentro, uma arquitetura que modifica todo o entendimento tradicional de prédio escolar, trazendo linhas inovadoras e ambientes que quebram completamente com aquela divisão arcaica que as escolas, ainda hoje, tentam implantar.
O prédio é, sem duvida nenhuma, o lugar mais legal da USP. Por fora, um bloco retangular de concreto aparente, como uma imensa caixa cinzenta de concreto e vidro. Por dentro, uma arquitetura que modifica todo o entendimento tradicional de prédio escolar, trazendo linhas inovadoras e ambientes que quebram completamente com aquela divisão arcaica que as escolas, ainda hoje, tentam implantar.
Projetado ao redor de um grande vazio, o edifício não tem portas nem janelas e as salas de aula não são realmente ‘salas’ e sim espaços. Ao contrário das outras escolas, onde o interesse é de fechar o aluno para que a atenção não se disperse, todo o edifício da FAU se comunica visualmente, conformando um único universo de ensino e aprendizado em conjunto. Ao subir pelas rampas ao longo dos inúmeros pavimentos, é possível o contato com diversos ambientes ao mesmo tempo, em uma escola que possui todas as suas partes sob um mesmo teto.
Toda a liberdade que o edifício aspira pode ser percebida nas manifestações dos estudantes, registradas ao longo das paredes e mobiliários. Infelizmente, a falta de cuidado dá ao ambiente um aspecto depredado. Os problemas de infiltração auxiliam para a formação desse cenário: telas de proteção são improvisadas sob a cobertura que possui inúmeros pontos de infiltração onde estalactites foram formadas, enquanto o piso é totalmente danificado pelo gotejo. Existem fissuras nas paredes, banheiros interditados e um elevador que não funciona, além de colunas de sustentação destruídas e instalações elétricas em estado precário.
É realmente uma pena.

É realmente uma pena.
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